segunda-feira, 31 de maio de 2010

Um Estado fora da lei

A frota de navios de bandeira turca, com mais de 750 passageiros a bordo, estava em águas internacionais.
Vale dizer: sob a proteção de leis e convenções aceitas por quase todos os países do mundo.
Por quase todos, bem entendido.
Israel, por exemplo, é um Estado que se julga acima dessas leis.
Na verdade, em bom português, trata-se de um estado fora da lei, que pratica a violação do direito internacional de forma contumaz. E não é de hoje. Desde 1948, quando nasceu como país, não faz outra coisa senão praticar a lei da selva e a apologia da barbárie.
Por isso mesmo, não deve causar surpresa que tropas especiais israelenses tenham atacado, como bucaneiros modernos, os navios que traziam toneladas de ajuda humanitária à população palestina da etermanente sitiada Faixa de Gaza.
Ajuda humanitária e não armas, que fique claro.
Os ativistas, desarmados, usaram seu inalianável direito à resistência.
E pagaram caro pela ousadia: pelo menos 19 mortos e muitos feridos.
Um massacre.
Mais um massacre que permanecerá impune.
Até quando?

5 comentários:

picanochao disse...

Sábias palavras, sr. Aldenor... mas, para mim isto não tem fim, porque essa cambada, escudada no que lhes aconteceu na 2ª grande guerra, e apoiada por todos os governos ocidentais, faz o que quer e lhes apetece, sem ter que responder perante ninguém. O sr. veja, eles são convidados para participarem em todos os eventos Europeus, Europeu de futebol, Festival da canção, enfim todos, como se Israel, fosse na Europa. Contudo, o povo Cigano, ou Romani, ou o que seja, sofreu, e continua a sofrer, violentas perseguições em todo o mundo, e principalmente na Europa, dita, civilizada... o Hitler, também matou milhões de ciganos... e ninguém quer saber disso... Isto para não falar na "MOSSAD", que mata impunemente qualquer inimigo, seja em que parte do mundo for. Enfim, em bom português, e porque eu sou Português, são uns grandes CABRÕES.

Anônimo disse...

Exército de Israel informa que dez pessoas morreram em ataque
Da Redação, com agências internacionais
mundo@band.com.br

O Exército israelense confirmou em boletim recente que dez pessoas morreram no ataque realizado contra a "Frota da Liberdade", um grupo de seis navios que transportava mais de 750 pessoas com ajuda humanitária para a Faixa de Gaza.

Anteriormente, a agência EFE havia anunciado que 14 pessoas morreram. O Canal 10, de Israel, e a AFP chegaram a falar em 19 mortos. Segundo informações das agências, a maior parte das vítimas fatais eram naturais da Turquia, o que deu início a uma tensão entre os dois países.

A crise diplomática ocorre na véspera de uma reunião entre o presidente americano Barack Obama e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu.

A ONU reagiu imediatamente se dizendo "chocada" e a União Europeia (UE) pediu uma "investigação completa" sobre o ocorrido. A Turquia advertiu para "consequências irreparáveis" nas relações com o Estado hebreu, com o qual mantinha uma aliança estratégica na região.

Israel acusa os passageiros da "Frota da Libertade" de terem iniciado a violência ao abrir fogo, uma versão contestada pelos ativistas.

As imagens filmadas por um barco turco, e disponibilizadas na internet, mostram oficiais israelenses vestidos com roupas negras descendo de helicópteros e enfrentando os ativistas. Também são vistos vários feridos deitados no navio.


Redação: Fábio Mendes

Anônimo disse...

Sobre os 10:21. É uma vergonha você publicar comentário anti-semita no seu blogue, sem a postagem de qualquer comentário que o corrija. Isso é uma grosseria ideológica, especialmente em se tratando de alguém com a formação marxista-leninista que possui.

Aldenor Jr disse...

Não vi conteúdo anti-semita no comentário das 10:39.
Trata-se de uma crítica política ao Estado de Israel e não um ataque aos judeus em geral, nem aos israelenses em particular.
Levantar a cortina da auto-defesa diante de eventuais ataques de caráter xenófobo já não serve para fugir do essencial: a ação fora-da-lei que caracteriza a relação de Israel com seus vizinhos.

Anônimo disse...

Não é auto-defesa. Propositalmente deixei a você a possibilidade de usar o argumento que usou, pois já é cacoete usar dele para repelir qualquer queixa de anti-semitismo, senão representanto o próprio. Saiba que eu considero o ato da marinha israelense suficientemente injustificável, ilegal, abusiva, criminosa e que merece punição. Mas o comentário que você publicou é claramente xenófobo e anti-semita. Não tape o sol com a peneira e tenha mais humildade para reconhecer o seu erro.
Ou que você acha que é, por exemplo, para que o Sr. entenda melhor, eu me referir a brasileiros como cambada, cabròes, e comentar que eles não merecem ser convidados para participar de manifestações culturais em regiões onde também tem raízes culturais, como em Portugal, na Itália, na Alemanha, na África? Não há como não ver nessas palavras a idéia de gueto.
Sabe, Sr., existe um dito muito certo para os homens, e que eu recomendo que preste atenção: Quem luta com monstros, deve ter cuidado para não se tornar um deles.