sábado, 22 de maio de 2010

A violência nossa de cada dia

Quinta-feira, 20, no meio da tarde, numa movimentada rua de um bairro periférico de Belém.
De repente, faz-se o pânico. É mais um assalto.
Ouve-se um tiro e um jovem cai baleado.
O assaltante foge levando a motocicleta da vítima enquanto uma pequena multidão se forma para ver, com os próprios olhos, o que já está virando rotina.
Na véspera, num bairro mais próximo do centro, um jovem universitário de 22 anos perdia a vida em um assalto semelhante.
Mais uma vítima, número frio de estatísticas que só revelam o óbvio: a política de segurança pública faliu e faliu fragorosamente.
Nos jornais de hoje a polícia anuncia que teria desvendado o crime com a prisão - ou, mais especificamente, com a apresentação dos jovens - tragédia dentro da tragédia - que confessaram participação no assassinato.
Providência tardia e que está muito longe de reparar a dor da família enlutada ou amenizar o sentimento de desproteção que engolfa toda a sociedade.
O império da droga com suas múltiplas e sinistras conexões segue ditando as regras. Regras que implicam em matar ou morrer, como se nada mais tivesse qualquer importância.
Está, portanto, a cada momento mais evidente que não é possível tratar essa fratura exposta com doses esporádicas de aspirana.

2 comentários:

Vana disse...

Olá Aldenor. Gostaria de saber se voce participou da 2a Brigada Brasileira para colheita do café na Nicarágua, em 1987. Sou de Florianópolis e estou buscando pela internet os brigadistas daquela época. Se for voce, pode entrar em contato comigo? Pelo e-mail: vanag@terra.com.br
Saludos
Viviane

picanochao disse...

CARO SR, CONSIDERO QUE TODA A AMÉRICA-LATINA, É UMA VERGONHA IBÉRICA. OS PORTUGUESES E OS ESPANHÓIS, SÃO OS GRANDES RESPONSÁVEIS... VOCÊS MATAM GENTE, COMO QUEM ESCAMA UM PEIXE...AQUI EM PORTUGAL,NÃO TEMOS ESSA VERGONHA... ALIÁS EU PENSO QUE QUALQUER PAÍS DO MUNDO, EM QUE OS MILITARES TÊM INTERVIR NA VIDA CIVIL, DIZ TUDO...