segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Corrente do bem

Naomi Klein, respeitada intelectual e ativista canadense, sabe do que está falando. Para ela, apenas palavras e manifestos não serão suficientes para fazer Israel parar com sua política de extermínio do povo palestino. Só um boicote comercial, em grande escala, pode efetivamente produzir efeitos concretos. Exatamente como ocorreu, anos atrás, na luta contra o apartheid sul-africano.
"Israel deve ser alvo de boicote e sanções", diz a escritora em artigo publicado em vários jornais no mundo e que está na edição de hoje da Folha de São Paulo.

3 comentários:

Itajaí de Albuquerque disse...

Pode ser inteligente, mas velhos remédios não funcionarão. Bloqueio comercial é tão imoral quanto o bombardeio sobre Gaza. Além do mais Klein parece desconhecer (por mais paradoxal que seja) o quanto Gaza depende de Israel pelo câmbio negro. Esse conflito não se resolverá pelo senso comum, nem de direita, nem de esquerda. Se duvidar um e outro ainda criarão seus próprios monstros.
Um abraço

Aldenor Jr disse...

Caro Tatá, meu grande amigo,

A situação nos Territórios Ocupados é tão grave e sinaliza um futuro tão mais sombrio que a simples reiteração da bandeira da solução negociada e duradoura não safistaz. Virou uma pregação no deserto, literalmente.
O bloqueio comercial, nos moldes propostos por Naomi Klein, é o tipo de resistência não violenta. Por que não tentar se nada, aparentemente nada, afeta o desejo belicista dos dirigentes de Israel?
Falo dos dirigentes de Israel e não do povo daquele país.
Como sabes, a direita - sob variadas nomenclaturas - conquistou a hegemonia e impõe sua linha, a ferro e fogo. Apesar disso, existe e é ativa uma minoria democrática em Israel. Existe e está, neste momento, sob cerco e repressão.
Creio que é hora de retomar um movimento solidário mais ativo, mais protagonista, e a proposta do bloqueio pode ser essa bandeira de unificação.
Reflita sobre isso, meu caro companheiro.
Um forte abraço e volte sempre.

Itajaí de Albuquerque disse...

Tenho refletido sobre essa situação dolorosa. O problema é que o bloqueio econômico tem conseqüências diretas sobre a população civil - haja vista Cuba - em todos os níveis. Por isso sou totalmente contrário à solução. Por outro lado o nível de apoio da população ao governo e a mídia conservadora israelenses aumentaria, fortalecendo a posição dos ortodoxismo. Sei que a situação exige soluções imediatas, mas penso que uma delas seria de estabelecer um movimento internacional que identificasse e apoiasse movimentos tanto árabes quanto israelenses a favor do entendimento e da paz entre esses povos. Sem a possibilidade de construir uma ressonância interna os exércitos continuarão se enfrentando. Outro fator grave com respeito ao problema interno de Israel e que doravante quem passará assumir a direção do país não será mais a geração dos pioneiros, que deram gente com posições menos beligerantes como Shimon Peres. Agora, Júnior, quem assumirá o estado é justamente a geração que cresceu na guerra, moldada pelas ações violentas e de propaganda de ambos os lados.
Abs.
PS - Quando por aqui vieres, faz contato. Pouco tenho ido a Belém. A última vez que aí estive foi para inumar as cinzas de minha mãe.