terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Baixa-mar

A cultura brasileira amanheceu mais pobre. Foi-se o artesão da palavra, Max Martins, aos 82 anos, depois de meses de inglória luta contra a doença que o consumiu.
As águas tépidas do Marahu, neste amanhecer de 10 de fevereiro, banham as areias tantas vezes pisadas e acariciadas por este gigante de nossa língua. Suas pegadas, na forma de uma obra magistral, com efeito, são eternas e estão para sempre lembrando como é possível - e cada vez mais necessário - semear a mais livre e amorosa visão de mundo.

2 comentários:

Cássio de Andrade disse...

N
A
V
E
V
A L M A
P
R
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S
S
A
D
A
N O I T E
E
N
F
I
M
E T E R N A!
E T E R
E T
M U N D I S!!!!!!!!!!!

Anônimo disse...

Oi Aldenor. A morte de Max Martins, para mim o mais extraordinário poeta da Amazônia, me deixou particularmente muito triste. Logo no café da manhã, quando soubemos de sua morte lá em casa, meu marido disse uma frase que me marcou e descreveu o que eu estava pensando sobre a triste notícia: "os gênios são insubstituíveis". Assim era Max Martins, insubstituível. Outros podem ser bons e até excelentes poetas, mas Max Martins era o gênio da poesia na Amazônia.
No meio da manhã, quando fui em seu velório. Chorei ao ver o poeta, ali, tão frágil e ao mesmo tempo, tão sublime em meio às homenagens de artistas, gente simples, estudantes, curiososos, enfim, do público. A viúva e a família ao lado, inconsoláveis, entre lágrimas e saudades.
E nós todos que nos embalamos nos seus versos, nas palavras que só ele soube escrever como ninguém nesta terra, vamos ficando junto de sua escrita, junto de seu legado, que jamais será esquecido.
Como dizia o poeta Max Martins "para que não se vá a vida ainda...."
Deus abençõe o poeta; Deus abençõe os poetas.

Aline Brelaz