sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

À direita, sempre

O estado de Israel, mais uma vez, guinando à direita. O resultado das últimas eleições, onde pontificaram os partidos dos mais variados matizes da direita, de "moderados" a extremistas, não deixa qualquer margem a que se duvide desse fenômeno que se fortaleceu como nunca nos últimos 15 anos.
Uma voz dissonante do senso comum vigente na sociedade israelense, o historiador e escritor Tom Segev, apresentou ao Estadão sua visão - ácida e desesperançada - do presente e do futuro imediato de seu país, em entrevista concedida ao jornalista Gustavo Chacra. Vale a pena ler.

2 comentários:

Anônimo disse...

Caro Aldenor:
Gostaria que divulgasse esta situação, para que não fiquemos na versão da polícia, ainda tão conveniente aos invasores e à imprensa "grande", para a qual a Amazônia é outro Brasil, atrasado e carente de civilização, tal como viram o Sertão os contemporâneos de Euclides da Cunha, na Guerra de Canudos.
Abraços,
Artur Dias.
O povo Kulina, contatado desde o século dezenove, vive em duas aldeias, no Rio Envira, Estado do Amazonas. Apesar de serem terras demarcadas, a comunidade sofre com a invasão de madeireiros, pescadores e criadores de gado. Outro problema é que a aldeia Cacau, a menor das duas, sendo a mais acessível por terra, recebe um intenso comércio de bebida alcoólica. O missionário Frank Tiss afirma que há dois anos, a comunidade denunciou à Funai e Ministério Público as invasões, mas nada tem sido feito. Ele conta que, nos últimos anos, o cacique tentou evitar o aumento de conflitos com os invasores, procurando manter a comunidade calma, mas no início de 2008, ele apareceu misteriosamente morto em um açude. Esta morte não foi investigada, e a desconfiança da comunidade em relação aos brancos só aumentou. Em novembro um boi pertencente a um fazendeiro entrou na terra indígena e foi morto pelos índios. O dono do animal prometeu vingança.
Em 3 de fevereiro, um jovem não índio foi morto na aldeia Cacau. Aparentemente, ele havia ido buscar mais um boi que invadira a aldeia, e acabou ficando para beber cachaça com cinco índios, que o teriam assassinado depois. A imprensa vem dando destaque ao fato porque os matadores teriam comido as vísceras do morto, segundo a polícia.
Frank Tiss rebate esta última afirmação, lembrando que não há, na história dos kulina, casos de antropofagia. A mesma afirmação quem faz é Ivar Busatto, da Ong Operação Amazônia Nativa – Opan. Segundo Ivar, nem os relatos mitológicos deste povo apresentam rituais antropofágicos. O fato é que, ao invés de contextualizar esta morte, podendo falar inclusive da misteriosa morte do cacique, a imprensa teima em apresentar um povo indígena como estranho e potencialmente perigoso, como se costuma pintar os habitantes da Amazônia, assim como sua natureza. Com preguiça de entender uma situação, e para vender jornal, segue reforçando preconceitos que trazem cada vez mais prejuízos aos kulina e aos povos indígenas do Brasil.
Artur Dias

Itajaí de Albuquerque disse...

Caríssimo,
A situação é grave. Mas nunca e sempre são palavras de pouca valia em política.
Abs.