quinta-feira, 12 de março de 2009

Sem tapete mágico

Ele se chama Ali e não anda montado num tapete mágico. Mas, ainda assim, seu passado, algo nebuloso e cercado de zonas cinzentas, pode sim remeter a 40 ladrões. Talvez mais, nunca se sabe.
O juiz Ali Mazloum é um sujeito de sorte. Em seu caminho teve a felicidade de encontrar, em momentos de muito aperto, a mão amiga de Gilmar Mendes, que o livrou do inquérito da rumorosa Operação Anaconda. Hoje, é Mazloum que retribui o favor ao ilustre amigo. Não está deixando pedra sobre pedra da extinta Operação Satiagraha. Na alça de mira do polêmico juiz paulista estão o delegado federal Protógenes - cuja cabeça está sendo oferecida em uma bandeja de prata - e o juiz Fausto De Sanctis, aquele quem mandou para a cadeia, duas vezes seguidas, o delinquente Daniel Dantas, e que jamais será perdoada por tamanha insolência.
Paulo Henrique Amorim, em seu Conversa Afiada, em novembro do ano passado, já cantava essa pedra. Premonição que se confirmou amargamente nesta semana após o conveniente vazamento de detalhes de um processo que corria, até então, sob segredo de justiça, sobre a mesa do operoso Ali Mazloum. Mera coincidência, não?

2 comentários:

Francisco disse...

Aldenor,

É pre mo NI ção .

Embora vez ou outra divirja, gosto do blog e , modo geral , tuas idéias . Inda mais de teus ideais .

Hay que pelear.

Atc

Aldenor Jr disse...

Caro Francisco,

Obrigado pelo oportuno reparo. A correção já foi feita.
Volte sempre.